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Arquivo da categoria: letras
Novo Jogo: 100 erros de Língua Portuguesa

Este jogo é bem interessante. Nas 5 fases, há perguntas que envolvem as principais dúvidas de Língua Portuguesa mais frequentes e também outras que muitos desconhecem sobre Regência Verbal. O bom é que toda vez que você acerta ou erra aparece a explicação gramatical da questão.
Acesse http://educarparacrescer.abril.com.br/100-erros/
Pérolas UFBA.
Que País é este ???
Divirttam-sefonte via e-mail
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Língua Portuguesa … – “No firgir dos ovos”
Bom apetitie e boa leitura.
Texto de autor desconhecidofonte via e-mail
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Pergunta:
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CONTRATAÇÃO DE DEFICIENTES FÍSICOS: CUMPRIR APENAS UM PAPEL SOCIAL?
Quando leio nos jornais ou mesmo vejo na internet vagas para PCDs ( Pessoas com Deficiência), infelizmente sempre tenho a constatação de que os empresários brasileiros ainda são bastante preconceituosos neste tipo de contratação. As vagas são sempre para PCDs que concluíram apenas o Ensino Médio para cargos de serviços com base em movimentos de repetição ou bem inferiores que não exigem experiência anterior e nem certo nível de intelectualidade.
Quando algum deficiente envia um CV contendo Ensino Superior ou até mesmo Pós Graduação, , as pessoas o colocam em dúvida e simplesmente dizem que não há vagas para seu perfil, descartando e queimando aquele candidato. Já vi empresas que relataram ter vagas para PCDs mas que não poderiam nem sequer fazer uma entrevista com o candidato pois a vaga era pura e simplesmente operacional do tipo” abrir porta”, “distribuidor de papéis” ou coisa assim. Não quero dizer com isto que estes trabalhos sejam indignos, muito pelo contrário: todos os tipos de serviços têm seu valor e importância social . Mas há casos de muitos PCDs que chegaram ao ensino Superior por força de vontade e apoio da família, o que fazer com o conhecimento, com os diplomas que têm e todo o tempo que gastaram estudando para poder ter uma posição melhor na sociedade?, as empresas ainda acham que os deficientes são meramente pobres coitados que estão à margem da sociedade e que estas mesmas empresas não os imaginam fazendo as funções das pessoas comuns. O mais interessante é que se aceitam no campo profissional outras pessoas que a sociedade tem erroneamente como minoria e as exclui por conta da cor da pele ou orientação sexual – para estas nunca faltam oportunidades de trabalho e nunca são colocadas em dúvida. Então, por analogia, também os PCDs deveriam estar neste meio e ter as mesmas oportunidades e respeito que elas têm.
Ultimamente, o câncer do ranço social tem crescido a olhos vistos. As empresas perdem vários talentos diariamente em detrimento da mediocridade e o QI ( quem indica). e assim, ficamos assistindo pessoas que não têm problemas de saúde, irem para seu local de trabalho para simplesmente não fazer absolutamente nada ou então, fazer “tudo nas coxas” esbanjando incompetência e falta de pré-requisitos.
Por outro lado, este ranço, por muitas vezes tem base na própria família que não estimula seus filhos deficientes a desenvolverem suas outras faculdades físicas para superar suas limitações diárias e assim, serem inseridos na sociedade com outras habilidades, muitas vezes até melhores do que as pessoas comuns que nem buscam conhecimento por conta própria. Há famílias que escondem seus filhos. As mais abastadas dão a desculpa que seus filhos não precisam trabalhar para ganhar uma miséria sem pensar que o trabalho, além da função monetária, representa desenvolvimento pessoal. Por isso, conheço casos de deficientes físicos adultos que continuam se portando como criancinhas mimadinhas e não têm desenvoltura para nada. A culpa neste caso é da família.
Em meio a todos estes desastres, as empresas brasileiras se valem de todas estas desculpas sociais para fazer o seu papel ridículo, próprio de mentalidade de um País subdesenvolvido culturalmente e moralmente.
A lei que obriga as empresas a contratarem deficientes físicos em seu quadro de funcionários por sua vez, não especifica a porcentagem de pessoas com ensino Superior e de Ensino Médio e deixa o empresário à sua livre escolha.
Parece que será bastante difícil esta lei ser cumprida dignamente, pois os próprios funcionários do RH nem sabem quais os limites de um deficiente físico e acessórios adequados ao seu trabalho, bem como suas habilidades e capacidade.
É realmente uma situação constrangedora para nosso País.
( Milene Cristina – www.milenecristina.wordpress.com –(13/03/2011) )
Vou me embora pro passado – Literatura Comparada
EO poema Vou me embora pra Passárgada, de Manuel Bandeira é um dos meus favoritos pelo lirismo das palavras.
O poeta nordestino Jessier Quirino fez uma espécie de “paródia” com este poema que agora chama-se Vou me embora pro passado. Nos versos, ele cita com muita maestria produtos, hábitos e costumes das décadas de 60 e 70 justificando o título e a intenção de voltar ao passado de um mundo melhor, sem violência e menos produtos artificiais.
Vale a pena assistir ao video. A poesia segue a mesma métrica do original de Manuiel Bandeira
FELIZ NATAL !!

Desejo a todos os leitores e parceiros deste blog que este Natal seja de muita , Luz, Paz e Alegria e que nunca lhes falte o necessário em suas vidas.
Agradeço a todos os leitores deste blog e os que me seguem também pelo Twitter pelo carinho e comentários trocados. Teremos mais novidades por aqui. Fiquem ligados!
Termino este post com uma bela poesia do amigo e regente do Musical Berlioz Bras Antonio Silva
SÓ PORQUE É NATAL
É NATAL PELAS ESTRADAS DO MUNDO
PELOS ERMOS SÍTIOS OS MAIS ESQUECIDOS
É NATAL NOS GRANDES CENTROS
NOS MAGAZINES EM FESTA
NA GRANDE FESTA DO CONSUMO
É NATAL NA MESA DOS POBRES
É NATAL NA CEIA DOS RICOS
É NATAL NO CORAÇÃO DAS CRIANÇAS
É NATAL DE SONHOS E ESPERANÇAS
EM BELÉM, NA MANJEDOURA, É NATAL
O VERDADEIRO NATAL DO DEUS-CONOSCO
DA ESTRELA DE DAVID, EMANUEL
MISTÉRIO INFINDO, INSONDÁVEL
MENINO-ESTRELA, PEQUENINO REI
VEM COM TUA LUZ
BRILHAR NO OBSCURO DAS MENTES
VEM, MENINO JESUS
VEM, LAMPEJO DO CÉU
VEM AQUECER COM TEU CALOR
O CORAÇÃO DOS HOMENS,
TÃO ESQUECIDOS DO AMOR
Braz Antonio Silva
São Paulo, dezembro/ 2010
Feliz Dia dos Namorados

Chegou o Dia dos Namorados ou o Valentine’s Day Tupiniquim. Olha só que coisa meiga !!
Para celebrar este dia que, neste ano caiu bem no início da Copa, o poeta e amigo Delano Cruz nos deixa um singelo poema
DEDICATÓRIA
A sensível visão ecológica sobre o filme Avatar
Recebi este belo texto via e-mail em que o autor compara de maneira sensível o roteiro que norteia o filme Avatar de James Cameron com a floresta Amazônica e a vida dos seringueiros. Muito bem escrito
O email me foi enviado como sendo da Deputada Marina Silva.Mas como infelizmente a internet está cheia de apócrifos, não sei ao certo se ela é realmente a autora deste.
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"Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre. A guerreira na'vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na'vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.
A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na'vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do "progresso" ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era "lógico" tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria "curada" pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.
E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na'vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu "povo", ainda que um pouco tarde. Houvesse os na´vi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais."
2010 começa agora !!!

Cimo primeira postagem do ano escolhina a poesia Esperança de Mário Quintana. É uma das poesias mais singelas e sábias qua já li
Que 2010 comece com muita esperança para todos nós
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
Texto extraído do livro “Nova Antologia Poética“, Editora Globo – São Paulo, 1998, pág. 118.
fonte Releituras.com