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REPOST – 10 lugares especiais no mundo
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{Re-Post}Tragédias naturais expõem perda da noção de limite
Tragédias naturais expõem perda da noção de limite
via Marco Weissheimer em 14/03/11
No dia 1° de novembro de 1755 (*), Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram (há outras estimativas que falam em até 50 mil mortos). Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.
No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?” Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. “Há que convir… que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos”, escreveu.
Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.
A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.
Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.
“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.
Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.
Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:
“Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente”.

Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.
As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.
(*) Artigo publicado na Carta Maior
(*) Agradeço a Paulo Sant’Ana pela correção em relação à data do terremoto e pelas observações sobre as estimativas do número de mortos em Lisboa
Você teria um áquário assim??
Uma vez tive um peixinho Beta em um aquário que achava muito pequeno mas realmente este é um micro aquário. Já imaginou ter um deste??
O artista que cria os minúsculos peixes diz que isso seria uma expressão de arte.
Este é mais um Re-post da parceira Mary
via Blog da Mary de Mary em 21/02/11
Duas colheres de chá, é o volume da água do menor aquário do mundo. Ele foi criado por microminiaturista Anatoli Konenko da cidade siberiana de Omsk. 10 mililitros de água cabem num cubo de vidro, cujas dimensões são 30 x 24 x 14 mm. Dentro do aquário nadam minúsculos peixes vivos. Nele estão também a areia e pedrinhas multicolores com algas. Dentro do miniaquário existe, inclusive, um filtro destinado a purificar a água. A execução desta obra prima levou cerca de duas semanas.
Anatoli Konenko dedica-se à arte de microminiatura há precisamente 30 anos e é o mestre mais exímio desta arte na Sibéria. Ele inventou a tecnologia de pintura nos grãos de arroz e de papoula e, inclusive, no cabelo humano. Criou miniferramentas especiais. Anatoli soube despertar interesse em relação a miniaturas também no seu filho e ele ajudou o pai a fazer o aquário.
O meu filho cria peixinhos. Enquanto olhávamos, tivemos a idéia de fazer um pequeno aquário e resolvemos descobrir, qual era o aquário menor do mundo. Soubemos através da internet que o volume do menor aquário era 60 mililitros e nós resolvemos fazer um outro, ainda menor. Fizemos cálculos, resultou que éramos capazes de fazer um aquário de 10 mililitros.
Neste cubinho minúsculo foram postos alevinos, pois os peixes adultos, mesmo os menores, não cabem no menor aquário do mundo. Este não é o primeiro recorde de Anatoli Konenko. Em 2002 no Livro de Recordes Guinness foi registrado o seu microlivro , cujo tamanho era inferior a um milímetro. O livro é feito em conformidade com todas as tecnologias da arte editorial – impressão em offset e uma capa rígida fixa por costura.
Posso exprimir através da arte tudo que estudo, tudo que vejo em torno e é através da arte que consigo a minha auto-expressão. É esta a minha vida, é só isso que faço. Conheço outros artífices e eles conhecem a mim, mas só através das minhas obras. Mantenho contato com os artífices da Rússia através da Internet, vemos todas as obras novas que surgem. Não discutimos as nossas obras – quem fez melhor, quem pior… Não fazemos competição, pois existem muitas esferas e cada um trabalha na sua. E se alguém fez uma coisa digna de nota, sinto-me feliz de que este homem vive na Rússia. Eles não são muitos e devemos conhecê-los e orgulhar-nos daquilo que eles fizeram para o país.
As exposições de Anatoli Konenko já foram realizadas nos EUA, Alemanha, França, Chequia, Espanha, Japão e na China. As suas obras encontram-se em muitos museus,coleções particulares e bibliotecas. Obras admiráveis deste artífice estão nas coleções dos presidentes da Rússia, Coréia, Bielorus, Chequia e Eslovênia. Por enquanto, não se sabe, onde será guardado o menor aquário do mundo, feito na Sibéria.
Assista ao vídeo:
Desenhos feitos com caneta BIC
Vejam só como se pode gfazer belos e perfeitos desenhos usando muita habilidade, técnica e uma canetinha BIC na mão
Fonte Blog Filhote de Pomba
via Filhote de Pombo de noreply@blogger.com (Filhote de Pombo) em 05/02/11
Você se achava o máximo porque fazia aqueles pequenos desenhos quando estava na escola durante aquela aula chata? Então agora tire a caneta de trás da orelha e tente fazer 1% do que ele faz.
É incrível a realidade que o espanhol Juan Francisco Casas consegue dar aos seus desenhos utilizando apenas uma caneta esferográfica.









































































