As redes sociais ameaçam as relaçõws interpessoais?

Já faz um bom tempo que os celulares deixaram de ser apenas aparelhos para fazer e receber chamadas telefônicas. Os "smartphones"(celulares inteligentes), hoje fazem parte de nosso cotidiano facilitando a execução de tarefas, o acesso rápido à informação e a comunicação com nossos amigos e familiares em tempo real e de forma bastante interativa. Graças aos inúmeros aplicativos e recursos multimídiáticos, as informações e conversas circulam cada dia mais rápidas, fazendo com que tudo ocorra quase simultaneamente. Isto produz reflexos no comportamento social tanto de jovens como de adultos. As redes sociais ganham cada dia mais força, tornando cada vez mais distante as relações pessoais no mundo real. É bem comum observarmos grupos de pessoas reunidas em eventos sociais, como em restaurantes, festas que, apesar de estarem sentadas na mesma mesa, estão conversando entre si através de seus celulares usando redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas.

Se por um lado é interessante compartilhar uma foto tirada no momento exato em que uma determinada situação acontece; por outro, dispersa a atenção em uma conversa em que poderiam igualmente ser compartilhadas emoções, sentidos e o prazer de um bate-papo agradável.

Ultimamente, as pessoas têm dado mais preferência aos aplicativos de mensagens instantâneas como o famoso Whatsapp, Viber, WeChat, Snapchat e o bom e velho Skype por conta da praticidade e dos recursos multimídia que se apresentam em um só produto. Com todas estas opções, as redes sociais e grandes empresas disputam vorazmente este espaço na intenção de amealhar cada vez mais usuários para suas marcas. Um bom exemplo é a compra do Whatsapp feita pelo Facebook na semana passada com o intuito de atrair e reaver o público jovem que está deixando de frequentar a rede social para usar o Whatsapp.

Em consequência da mudança de comportamento dos clientes, bares e restaurantes estão criando promoções para incentivá-los a resgatarem o hábito de conversar face a face.

De qualquer forma, este é um trabalho de reeducação que a sociedade, começando pelo âmbito familiar, passando pela educação das crianças e atingindo até mesmo o ambiente corporativo deve fazer para resgatar o convívio interpessoal para obter a melhoria nas relações entre os pares.

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