Já viu isso? Muitos eu não conhecia ao natural.

Vejam só como nossa natureza é linda. Já viram algo assim?
Fonte via e-mail

1. Cacau

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2. Amendoim
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3. Baunilha
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4. Amêndoa
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5. Gergelim
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06. Castanha de caju
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7. Açafrão
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8. Alcaparra
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9. Couve de Bruxelas
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10. Alcachofra
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11. Canela
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12. Pistache
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E então, quantos da lista você já conhecia

O atirador arrependido

Faz muit tempo que não posto um texto de minha autoria. Segue um pequeno conto de ficção para os meus queridos leitores.

Sebastião era um homem muito astuto que fazia do mundo sua morada. Vivia de estado em estado, de cidade em cidade e era conhecido da polícia e temido por todos. Muitas vezes fora contratado por Coronéis que mandam e desmandam no Norte e Nordeste do País. Aliás, esta é uma prática que perdura por séculos nestas regiões, só que hoje de forma um pouco mais velada. Assim, o sujeito "safo" era contratado para executar aqueles que atravessavam o caminho destes homens de alta estirpe mas que escondiam sua vilanice e ódio horrendo. Sebastião era um franco atirador, um matador de aluguel.

Mas como tudo na vida se acaba, parece que os dias de matança deste homem estavam chegando ao fim. Sebastião, além de ser um sujeito que não tinha residência fixa, também não tinha família. Não que o soubesse. Foi criado em um orfanato e desde cedo teve que buscar trabalho, mas a porta mais larga da vida logo chamou sua atenção. O dinheiro fácil que ganhava lhe deixava mais feliz do que o trabalho digno e assim, envolveu-se com o mundo do crime, começando com pequenos assaltos até encontrar um tal de Severino – outro sujeito que já estava se aposentando do cargo de matador – e resolveu ensinar tudo o que sabia ao seu discípulo bem como lhe passar todos os seus contatos. Para este velho homem, esta atitude o eximiria de todos os pecados cometidos neste mundo.

Sebastião foi chamado por mais um rico Coronel e fazendeiro em Cametá- uma cidade do Pará. O homem rico queria encomendar a alma de um novo inimigo que estava atrapalhando sua reeleição para Prefeito da cidade. A vítima era um jovem de mais ou menos 37 anos chamado Lúcio Santarém , casado com Sandra, jovem de cabelos loiros e lindos olhos azuis de fala doce, pele alva e de alma muito elevada.

Depois de inteirar-se dos fatos, Sebastião procurou sua vítima e começou seu plano mirabolante; aproximou-se e apresentou-se para Lúcio( homem de caráter, que desejava o bem dos cidadãos de Cametá e que iria implantar melhorias) como um caixeiro viajante que desejava firmar seu comércio na cidade. Em pouco tempo, conquistou a simpatia de Lúcio bem como a de sua esposa e de todos os amigos à sua volta. Lúcio o ajudou a montar seu negócio (que fazia parte da farsa) e assim, compulsoriamente, Sebastião começou a trabalhar e enriquecer honestamente sem perceber que se distanciava cada dia mais do seu trabalho para o qual fora contratado. Chegando perto das eleições, é claro que o Coronel começou a cobrar-lhe o resultado do serviço.

– E aí, Sebastião? Como está indo o plano?- disse o Coronel.

– Muito bem. Lúcio e sua esposa nem desconfiam de nada. Uso a lojinha como desculpa para espionar e saber dos planos da campanha dele. Assim que o comício tiver início, dou o bote e faço o atentado e depois sumo daqui.

– Ótimo. Não vejo a hora de ser reeleito, respondeu o Coronel.

Sebastião se despediu do Coronel mas sentiu seu coração apertado ao dizer tais palavras e ao lembrar do seu trabalho de atirador. A convivência com Lúcio e sua família lhe trouxeram novos valores e paz para seu coração. Começou a frequentar a igreja aos domingos e sentia o sabor do dinheiro ganho honestamente. Já não sentia mais aquele peso na consciência e pensou que seria muito boa essa sua nova vida. Ao mesmo tempo. Sentia que algo o ligava fortemente à Lúcio. Um dia, contou a ele que tinha um sonho de ter a família que nunca conheceu e, comovido com a história, Lúcio, que era dono de um cartório, resolveu investigar a origem e descobrir algo sobre a família de Sebastião pois ele também fora abandonado em um orfanato e depois adotado por irmãs de uma Instituição que o criaram e fizeram dele o homem que é hoje.

Os dias se passaram até que chegou o dia do comício do partido de Lúcio e do Coronel Tibúrcio (dono de meia cidade). Antes de sair para o discurso, Lúcio recebeu pela manhã o resultado da pesquisa sobre a família de Sebastião. Este por sua vez, amanheceu angustiado pois sabia que hoje deveria eliminar Lúcio e assim destruir sua família e candidatura. Pela primeira vez, sentiu uma sensação de tristeza muito grande pois seria a última vez que veria a pessoa que lhe deu uma nova oportunidade de vida e novos valores, mas deveria cumprir o trato com o Coronel a fim de não ser ele o eliminado.

O Coronel o chamou cedinho para combinar os detalhes do atentado. Assim, Sebastião marchou para o comício a fim de ajudar Lúcio nos últimos preparativos. Viu sua esposa sorridente e sempre solícita, a alegria de amigos partidários que o saudavam pois era um comerciante de prestígio. Lúcio se aproximou de Sebastião com ar de gravidade e lhe disse:

– Sebastião. Hoje você terá uma nova revelação que pode mudar sua vida.

Sebastião tremeu e deu continuidade ao plano. O Comício do Coronel Tíbúrcio transcorreu normalmente e assim que o de Lúcio começou, Sebastião desapareceu de forma inesperada, deixando seu discurso de apoio eleitoral para trás.

Quando Lúcio começou a discursar, o Coronel se aproximou de Sebastião que estava escondido e lhe deu ordem de execução. O matador tremeu novamente agora com a espingarda na mão e os olhos rasos de lágrimas e pensou: “Não! Desta vez não! “ Voltou-se ao Coronel e disse:

– Não vou tirar a vida do homem que me deu vida nova e fez de mim um novo homem

O Coronel estrilou e diante da firme negativa de Sebastião, sacou a arma sem hesitar e atirou em cheio no franco atirador que caiu morto no chão. Todos na praça se assustaram com o tiro e Lúcio interrompeu seu discurso em lágrimas ao ver seu amigo no chão ao lado de Tibúrcio. Ao ver Lúcio vindo em sua direção, o Coronel atirou novamente também acertando seu inimigo das urnas. Assim, o Coronel executou ele mesmo o trabalho, tornando-se ele o matador.

Mas no dia seguinte, durante o enterro de Lúcio e Sebastião, o Coronel Tibúrcio recebeu uma notícia que o deixaria infeliz para todo sempre. Viúvo solitário, soube há meses atrás que tinha dois filhos, fruto de uma relação clandestina na juventude e assim, mandou investigar o paradeiro dos supostos filhos.

Um funcionário de sua fazenda trouxe do cartório de Lúcio a seguinte informação: um de seus filhos vive nesta cidade. Foi abandonado em um orfanato e depois criado por irmãs de Caridade e até ontem atendia pelo nome de Lúcio Santarém. O outro filho também fora igualmente abandonado mas não teve a mesma sorte e enveredou pelo mundo do crime trabalhando para Coronéis como matador de aluguel. Recentemente foi visto nesta cidade como dono de um pequeno comércio mas até ontem atendia pelo nome de Sebastião, o Matador.

Tibúrcio, intimamente desprovido do título de Coronel, chorou copiosamente arrependido por ter matado de uma vez só a esperança de reconstruir sua família e se livrar de uma velhice de solidão.

Logo após, não suportando sua mágoa, entregou-se para a polícia e assim ficou conhecido por todos como O Atirador Arrependido.