Pixelpipe – Ferramenta de compartilhamento de redes sociais simultâneas

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Já apresentei algumas ferramentas que nos ajudam a tornar a vida digital mais fácil. Agora não precisamos mais ficar como loucos entrando em todas as contas de redes sociais que temos para atualizá-las. Hoje apresento mais um bem interessante que funciona via web e via celular.

O Pixelpipe é mais um serviço que nos ajuda a atualizar nosso status em redes sociais de maneira bastante simples. Além de textos, ele posta fotos, videos e áudio para uma infinidade de serviços, incluindo sua conta de e-mail e seu blog pois o serviço apresenta uma interface bem parecida com os editores de blogs.

O diferencial do Pixelpipe é que, além da web, pode ser acesssado por celulares que possuem o sistema Android, Windows Mobile e Symbian3, permitindo uma intração maior e em tempo real. Pode-se atualizar o status também via Gtalk

Acesse https://pixelpipe.com/

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Carmelo à Capella cantam Vivaldi

Muitas vezes, a arte do canto é reduzida a um tarefa simples no meio musical. Sempre digo aos meus alunos de canto que a voz é como todo e qualquer instrumento que tem muita flexibilidade mas deve ser tratada com carinho e cuidado. A diferença é que este instrumento vive dentro de nós e , se trabalhada com precisão pode apresentar um resultado primoroso como veremos a seguir.

O quinteto vocal “Carmelo a Cappella” é um conjunto de cinco cantoras de Haifa, Israel, que usam unicamente a voz, sem nenhum acompanhamento instrumental. Um  excelente vídeo : “As Quatro Estações” de Vivaldi

Tecnologia – Vidro Digital

A empresa japonesa que fez video é fabricante de uma tecnologia inivadora com ar futurista. Já imaginou se todas as nossas tarefas cotidianas fossem automatizadas – tudo na ponta de seus dedos atravpes de vidros e espelhos óticos quem, com simples toque faz tudo o que você precisa?

Veja a seguir

por Milene Cristina Postado em vídeo

EX4 – Música e Responsabilidade Social

Hoje tive a oportunidade de receber um CD com 6 faixas do quarto trabalho da banda EX4, Exatamente Quatro e gostei bastante do trabalho, da músicas e principalmente das letras que tem como meta, além do romantismo (sem cair no famoso EMO desvairado), responsabilidade social.O EX4, banda de Goiânia,  existe há 16 anos e em sua trajetória passou por gravadoras como a Sony Music e Ubniversal Music e agora estão lançando seus álbuns em seu proprio selo – Fouur Music 

O mais interessante da banda é seu trabalho de responsabilidade social. Desde 2006, o Ex4 desenvolve o projeto “EX4 Nas Escolas”. O Ex4 faz apresentações nas escolas onde aborda a obrigatoriedade do ensino musical como matéria curricular, inclusão social, cidadania e combate às drogas. O projeto tem o apoio e acompanhamento da Polícia Militar e total anuência da Secretaria da Cultura e Edução do Estado e Município de São Paulo.

O EX4, depois de participar do concurso de Bandas de Garagem do Faustão, lança agora seu primeiro clip 3D na MTV da múscia Protesto que, com sua excelente letra bai “dar o que falar”.

Como disse no início da matéria, o EX4 tem uma bela técnica e musicalidade, além de um bom vocalista. O som do grupo lembra muito as grandes bandas do cenário do Rock Nacional dos anos 80, misturados à alguns estilos de bandas atuais em um casamento perfeito para interessar os jovens e, cpm suas letras vriar um senso crítico. Pode ser a partir deste novo tipo de rock mais maduro e consciente que os jovens possam sair desta inércia ideológica criadas pela nova sociedade de consumo, pela mídia e por nossos próprios governantes

Assista a um video de apresentação em escolas e a seguir o Teaser do lançamento do clip Protesto do novo álbum Barulho Pro Rock. Boa diversão

Veja mais no Myspace do EX4 http://www.myspace.com/ex4rock

Língua Portuguesa … – “No firgir dos ovos”

Esste texto é bem interessante, todo feito com figuras de linguagem demonstrando a riqueza do nosso idioma em suas expressões.
Bom apetitie e boa leitura.
Texto de autor desconhecidofonte via e-mail

Pergunta:
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?
Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce, mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega à cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

 

Descascando uma melancia com arte

O que todos os chefes de cozinha dizem é que um prato bem decorado faz com que as pessoas “comam com os olhos”.

O video a seguir mostra uma técnica bem interessante de descascar uma melancia fazendo desenhos decorativos nela, deixando a fruta com um as pecto bem interessante

Quando o Ser Humana é um show

Vejam neste vídeo como o ser humano é  parte do show da natureza. Infelizmente estamos nos matando em guerras e morrebndo envenenados pelas próprias armas que criamos.

O video é lindíssimo. Vale  apena ver

por Milene Cristina Postado em vídeo

Como nasce um fã

Não sabia que a data existia mas hojeé o dia do fã – aquela pessoa que vive prestigiando os artistas, esportistas e escritores e que, sem ele não sobrevivem. Há fans que fazem qualquer tipo de loucura para ficar ao lado de seus ídolos, tirar uma foto ou mesmo vê-lo nem que seja por alguns segundos de hoje, mas já vale a emoção.

Há artistas que sabem tratar muito bem seus fans e até os convidam de vez em quando para algumas de suas passagens de som como é o caso do cantor Djavan. Bonno Vox do U2 presenteou os fans brasileiros que ficaram há mais de 3 dias ao relento para poder estar na frente do palco, pedindo para os organizadores os aproximarem mais perto do “gargarejo”

Ainda não sou uma cantora famosa mas sei o quanto é importante ter, mesmo que sejam poucos, fans que o acompanham e prestigiam suas apresentações. É muito bom ter seu trabalho admirado. Por isso, aconselho àqueles que já estão no alto da fama a continuarem a ser humildes e carinhosos com seus admiradores. Arrogância e excesso de vaidade não levam à nada.

Bem, para esta data, segue um vídeo de um bebezinho que já podrá ser um fan do Queen. É muito fofo este vídeo.

por Milene Cristina Postado em vídeo

{Re-Post}Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Decidi fazer um Re-Post deste texto da “Carta Maior! por concordar com a reflexão proposta pelo autor a partir da análise feita por escritores como Voltaire sobre o Tsunami de Lisboa em 1755. A discussão sobre o Homem em confronto com as forças da natureza e do abuso de seus recursos é muito interessante 

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

via Marco Weissheimer em 14/03/11


No dia 1° de novembro de 1755 (*), Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram (há outras estimativas que falam em até 50 mil mortos). Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.

No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?” Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. “Há que convir… que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos”, escreveu.

Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.

A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.

Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.

“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.

Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.

Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:

“Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente”.


Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.

As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.

(*) Artigo publicado na Carta Maior

(*) Agradeço a Paulo Sant’Ana pela correção em relação à data do terremoto e pelas observações sobre as estimativas do número de mortos em Lisboa